terça-feira, 30 de novembro de 2010

AULA DE CAMPO NA PRAIA DE PONTA GROSSA - ICAPUÍ


AULA PRÁTICA SOBRE MACROALGAS REALIZADA EM ICAPUÍ

Esta aula de campo teve como objetivos conhecer um pouco sobre a importância das algas que lá se encontram para ecossistema marinho ,bem como sua utilidade para homem .Oportunizando assim conciliar teoria e prática .

A aula foi ministrada pela professora de Biologia Edvânia  Maria da E.E.F.M. Beni Carvalho. O roterio de estudo foram:
  • Estudo dos aspectos Histórico e geográfico da Praia de Ponta Grossa;
  • Coleta de materiais para análises e estudos no Laboratório de Ciências da E.E.F.M. Beni Carvalho ;
  • Identificação das principais espécies de algas do grupo das macroalgas;
  • Extração de ágar para a produção de geleias, muce, bem como, criação de meio de cultura para bactérias;
  • Estudo da importâncias das algas para os ecossistemas marinhos;
  • Estudo das algas como utilidades para o homem em sua alimentação; cultivos, produção de medicamentos, cosméticos e sobrevivência do proprio o homem com produtor de 90% de oxigênio para a atmosfera.
Aspectos Históricos e Geográficos da Praia de Ponta Grossa
Ponta Grossa localiza-se na costa leste do Estado do Ceará . Dizem os historiadores que foi lá que o navegador espanhol Vicente Pinzón desembarcou no Brasil – antes de Cabral. Como não se tratava de uma viagem oficial, a visita não foi aceita como um descobrimento. Fala-se que Pinzón, dois meses antes de Cabral chegar a Porto Seguro, na Bahia, teria batizado o lugar de Cabo de Santa Maria de la Consolasción.
A praia também teve colonização holandesa, o que é fácil perceber pela pele branca e cabelos claros dos moradores da vila. A comunidade é bem fechada, formada por evangélicos, sendo bastante comum o casamento entre primos.
Ponta Grossa permanece uma praia quase de estado nativo, é isolada e sem grande infra-estrutura turística. É lá que se come a lagosta mais saborosa da região e os melhores e maiores camarões e peixes.  Há uma única pousada no local e duas barracas de praia: a Pantanal e a do Seu Chico – da família Crispim, praticamente a única da comunidade.
O local, de paisagens selvagens com falésias de diferentes cores, é marcado por uma enorme ponta de pedra em barro vermelho que entra mar adentro. Na maré baixa, expõe uma fonte de água doce na praia. Aqui os visitantes observam as belas formações rochosas com as mais variadas cores, do amarelo, passando pelo laranja, vermelho, ocre e até mesmo incríveis tons de vinho que lembram os cenários de filmes como ‘O Piano’ e ‘Guerra nas Estrelas’.
Fator geográfico
A área contempla um Sítio arqueológico,, possui uma geologia ímpar. Ela está inserida no extremo oeste da Bacia Potiguar, enquadrada geologicamente no contexto da Plataforma de Aracati e geograficamente situada entre as praias de Mutamba e Retiro Grande. Nesta área, as rochas que afloram podem ser individualizadas em dois grandes grupos:
a) uma unidade carbonática (calcários e margas) correlacionada à Formação Jandaíra. Esta ocorre de forma restrita, sob a forma de lajedos, na base das falésias. Afloram mostrando aspecto maciço e exibindo localmente macrofósseis (miliolídeos, gastrópodas, ostracodes e algas verdes); e
b) unidades siliciclásticas (arenitos, siltitos, argilitos e areias) correlacionadas às formações Barreiras e Potingar, que predominam lateral e verticalmente, ao longo das falésias.

Na região, essas falésias são formadas por arenitos, siltitos e argilitos dominando as exposições e dispondo-se no topo das rochas carbonáticas. Esta unidade denominada de Formação Barreiras ocorre em dois contextos estruturais distintos, sob a forma de camadas horizontais e não deformadas, a situação mais usual, ou como camadas basculadas e afetadas por deformação de forte magnitude, em um trecho mais restrito do litoral entre Icapuí e Retiro Grande. Em ambos os locais observam-se litotipos de textura mais fina (arenitos finos a síltico-argilosos) com coloração variando de amarelo, cinza, roxo e vermelho, úteis para a confecção das tradicionais garrafinhas de areias coloridas. Ocorrem também paleodunas sobre as falésias formadas por areias exibindo coloração branca, amarela e vermelha, relacionadas a uma sedimentação eólica (paleodunas). A discordância na base desta unidade torna-se nítida quando os estratos sotopostos encontram-se basculados. Finalmente, observam-se ainda ao longo da área, sedimentos de dunas, móveis e fixas, e aqueles ligados à dinâmica costeira atual (cordões de praia, planícies de maré e praias), todos nitidamente mais recentes do que as rochas sedimentares anteriormente descritas.

Conhecendo Melhor as Algas Marinhas

O termo Alga engloba diversos grupos de especies  fotossintetizantes, pertencentes a reinos distintos, mas tendo em comum o fato de serem desprovidos de raízes, caules, folhas, flores e frutos. São avasculares, ou seja, não possuem mecanismos específicos de transporte e circulação de fluidos, água, sais minerais, e outros nutrientes, como ocorre com as plantas mais evoluídas. Não possuem seiva. São portanto, organismos com estrutura e organização simples e primitiva. As algas podem ser divididas didaticamente em dois grandes grupos: microalgas e macroalgas.
As microalgas são unicelulares, algumas delas com algumas características das bactérias, como é o caso das cianofíceas ou algas azuis, as quais têm núcleos celulares indiferenciados e sem membranas (carioteca). A maioria delas tem flagelos móveis, os quais favorecem o deslocamento.
Existem vários grupos taxonômicos de microalgas marinhas, no entanto, as principais são as diatomaceas e os dinoflagelados. Estes são os principais componentes do fitoplâncton marinho, ou plâncton vegetal. Estas microalgas se desenvolvem na água do mar apenas na região onde há a penetração de luz (zona fótica), ou seja, basicamente até os 200 metros de profundidade. São responsáveis pela bioluminescência observada ao se caminhar na areia das praias durante a noite. As marés vermelhas, na verdade são explosões populacionais de certos tipos de algas (dinoflagelados), as quais mudam a coloração da água. Estas algas liberam toxinas perigosas inclusive para o ser humano.
As algas marinhas são o verdadeiro pulmão do mundo, uma vez que produzem mais oxigênio pela fotossíntese do que precisam na respiração, e o excesso é liberado para o ambiente. A Amazônia libera muito menos oxigênio para a atmosfera em termos mundiais, pois a maior parte do gás produzido é consumido na própria floresta.
As microalgas pertencentes ao fitoplâncton marinho são basicamente as algas azuis, algas verdes, euglenofíceas, pirrofíceas, crisofíceas, dinoflagelados e diatomaceas. A classificação destes grupos é bastante problemática devido ao fato de apresentarem características tanto de animais como de vegetais.
As macroalgas marinhas são mais populares por serem maiores e visíveis a olho nu. As várias centenas de espécies existentes nos mares, ocorrem principalmente fixas às rochas, podendo no entanto crescer na areia, cascos de tartarugas, recifes de coral, raízes de mangue, cascos de barcos, pilares de portos, mas sempre em ambientes com a presença de luz e nutrientes. São muito abundantes na zona entre-marés, onde formam densas faixas nos costões rochosos. Estas algas são representadas pelas algas verdes, pardas e vermelhas, podendo apresentar formas muito variadas (foliáceas, arborescentes, filamentosas, ramificadas, etc). As laminarias (Kelp beds) são algas verdes gigantes que podem, chegar a várias dezenas de metros de comprimento). Todas estas macroalgas mantém uma fauna bastante diversificada, a qual vive protegida entre seus filamentos. Esta fauna habitante das algas é chamada de Fital.


As algas marinhas têm uma função primordial no ciclo da vida do ambiente marinho. São chamados organismos produtores, pois produzem tecidos vivos a partir da fotossíntese. Fazem parte do primeiro nível da cadeia alimentar e por isso sustentam todos os animais herbívoros. Estes sustentam os carnívoros e assim por diante. Portanto, as características mais importantes das algas são: consumem gás carbônico para fazer fotossíntese, produzem oxigênio para a respiração de toda a fauna, são utilizadas como alimento pelos animais herbívoros (peixes, caranguejos, moluscos, etc), filtradores (ascídias, esponjas, moluscos, crustáceos), e animais do plâncton (zooplâncton). São um grupo muito diverso, contribuindo significativamente para elevar a biodiversidade marinha.


                                                             alunos coletando algas
                                                                   Espécie de Cloroficias
                                                                        





















quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Mata Atlântica

A Mata Atlântica é um bioma presente na maior parte no território brasileiro, abrangendo ainda parte do território do Paraguai e da Argentina. As florestas atlânticas são ecossistemas que apresentam árvores com folhas largas e perenes. Abriga árvores que atingem de 20 a 30 metros de altura. Há grande diversidade de epífitas, como bromélias e orquídeas. Não deve ser confundida com a Floresta Amazônica, ou Selva Amazônica, que é um outro bioma presente na América do Sul.
Foi a segunda maior floresta tropical em ocorrência e importância na América do Sul, em especial no Brasil. Acompanhava toda a linha do litoral brasileiro do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte (regiões meridionais e nordeste). Nas regiões Sul e Sudeste a Mata Atlântica chegava até a Argentina e o Paraguai. Cobria importantes trechos de serras e escarpas do Planalto Brasileiro, e era contínua com a Floresta Amazônica. Em função do desmatamento, principalmente a partir do século XX, encontra-se hoje extremamente reduzida, sendo uma das florestas tropicais mais ameaçadas do globo. Apesar de reduzida a poucos fragmentos, na sua maioria descontínuos, a biodiversidade de seu ecossistema é uma dos maiores do planeta.
No sentido de proteger essa importante riqueza natural foi criada  a '' Fundação SOS Mata Atlântica". Esta é uma organização não-governamental. Entidade privada, sem vínculos partidários ou religiosos e sem fins lucrativos. Foi criada em 1986 e tem como missão promover a conservação da diversidade biológica e cultural do Bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência, estimulando ações para o desenvolvimento sustentável, bem como promover a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobilizando, capacitando e estimulando o exercício da cidadania socioambiental.

 A Mata Atlântica é aquiO projeto “A Mata Atlântica é aqui - exposição itinerante do cidadão atuante” tem como objetivo levar mais informações sobre a importância do Bioma e a influência dele na vida das pessoas, estimulando a criação de novos agentes multiplicadores em defesa da causa ambiental. Trata-se de um caminhão, totalmente adaptado, com palco para manifestações artísticas de temática socioambiental, que percorrerá cerca de 40 cidades das regiões Sul e Sudeste durante um ano, com o objetivo de promover em cada um destes locais atividades de conscientização, mobilização e educação sobre a importância da Mata Atlântica. A iniciativa tem o patrocínio de Bradesco Cartões, Natura e Volkswagen Caminhões e Ônibus.



 
Alunos do Beni Carvalho durante a visita ao Projeto " A Mata Atlântica é aqui"

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Metade da Caatinga está devastada

O único bioma considerado exclusivamente brasileiro mantém apenas metade de sua cobertura vegetal. A destruição da mata nativa se deve, principalmente, a produção de lenha e carvão vegetal e os estados campeões do desmatamento são Ceará e Bahia

Hoje, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, divulgou os números do monitoramento do desmatamento da Caatinga, realizado entre 2002 e 2008, que apontam que metade de sua cobertura vegetal está devastada. Ele destacou sua preocupação com o índice elevado, já que essa é a região mais vulnerável às mudanças climáticas, no País, com forte tendência à desertificação (amanhã, serão realizados, em Petrolina(PE) e Juazeiro(BA), encontros com governadores e secretários de meio ambiente, para tratar do Plano de Combate à Desertificação no Nordeste. O objetivo é amenizar os efeitos da desertificação no semi-árido brasileiro).
O bioma - considerado o único exclusivamente brasileiro – mantém apenas metade de sua cobertura vegetal original; em 2008, a vegetação remanescente da área era de 53,62%. De 2002 a 2008, foram devastados 16.576 km2, o equivalente a 2% de toda a Caatinga, sendo que a taxa de desmatamento, anual média, nesse período, ficou em torno de 0,33%, ou seja, 2 763 km².

Sua área total é de 826.411 km² e abrange os estados da Bahia, Ceará, Piauí, Pernambuco, Paraíba, Maranhão, Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte e Minas Gerais. Os dois estados campeões do desmatamento são a Bahia e o Ceará, que desmataram sozinhos a metade do índice registrado em todos os estados. Piauí e Pernambuco ficaram em 3º. e 4º. lugares no ranking, respectivamente. Situação grave também é registrada no estado de Alagoas, que possui apenas 10.673 km² dos 13.000 km² de área de caatinga originais.

Levando em conta os municípios, os que mais desmataram foram:
- Acopiara (CE)
- Tauá (CE),
- Bom Jesus da Lapa (BA),
- Campo Formoso (BA),
- Boa Viagem (CE),
- Tucano (BA),
- Mucugê (BA) e
- Serra Talhada (PE).
Os números detalhados podem ser pesquisados nos sites do MMA* e do Ibama*.

MATRIZ ENERGÉTICA E PROJETOS POSSÍVEIS A principal causa da destruição da Caatinga é a extração da mata nativa, convertida em lenha e carvão vegetal destinados, principalmente, aos pólos gesseiro e cerâmico do Nordeste e ao setor siderúrgico de Minas Gerais e do Espírito Santo. O uso do carvão em indústrias de pequeno e médio porte e em residências também foi indicado, mas há outros fatores como biocombustíveis e pecuária bovina.

Para Minc, é necessário repensar a matriz energética da Caatinga, incentivando os investimentos em energia eólica, gás natural e pequenas centrais hidrelétricas, e destacou algumas ações de mitigação, como a recuperação de solos e micro-bacias, o reflorestamento e as linhas de crédito para combate à desertificação.

O ministro destacou, também, que há outros projetos em estudo para a preservação do bioma. O Banco do Nordeste analisa a criação do Fundo Caatinga e o Banco do Brasil tem a intenção de implementar um Fundo contra a Desertificação.

Cerca de R$500 milhões oriundos do Pré- Sal para o Fundo Clima, serão destinados ao Nordeste, pelo Ministério do Meio Ambiente. Já foram planejadas, pelo Ibama, 25 grandes operações de combate ao desmatamento e ao carvão vegetal ilegal na região, que devem ocorrer simultaneamente a partir deste mês.

PLANO DE COMBATE AO DESMATAMENTO DA CAATINGA
Como o padrão de desmatamento no bioma é pulverizado, as ações de combate à prática são muito difíceis, por isso, o monitoramento é imprescindível. Sem ele, torna-se impossível a elaboração de um plano de combate ao desmatamento e de mitigação dos efeitos desta prática.

O monitoramento foi feito por 25 técnicos contratados pelo PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e por analistas ambientais do MMA e do Ibama, que utilizaram como referência o mapa de cobertura vegetal do MMA/Probio (programa de levantamento da cobertura vegetal do Brasil que detectou as áreas de vegetação nativa e antropizadas até o ano de 2002), bem como imagens de satélite.

Visando o incremento desse monitoramento, o Ibama anunciou que lançará o Plano de Combate ao Desmatamento na Caatinga - PPCaatinga, em 28 de abril, que, no futuro deve ser incorporado ao Plano Brasileiro de Mudanças Climáticas.

Carlos Minc, durante o encontro com os jornalistas, garantiu que o Ministério do Meio Ambiente pretende realizar o mapeamento e monitoramento dos cinco biomas brasileiros - Cerrado, Caatinga, Pantanal, Pampa e Mata atlântica - até o final do ano.

A caatinga corre risco de sumir?

Sim. Esse ecossistema de regiões alterada por ação humana semiáridas ocupa 11% do território nacional quase 845 mil km2 – e já teve cerca de 80% da área

A principal vegetação do Nordeste se estende do Maranhão até Minas Gerais, fornecendo recursos naturais, como água, vegetais e madeira, a 27 milhões de pessoas. Por ser pouco estudada, a caatinga é tratada como se fosse pobre em biodiversidade, o que estimula desmatamentos e queimadas que ameaçam a vida de espécies vegetais e animais. Esse quadro ainda pode piorar, já que menos de 1% da área ocupada pela caatinga está sob proteção ambiental.

VIDAS SECAS
Espécies mais ameaçadas de desaparecer da caatinga:

ARARINHA-AZUL – Ave exótica, vítima do tráfico ilegal e ameaçada de extinção. Restam menos de cem exemplares em cativeiro – a maioria, fora do Brasil. O desmatamento de árvores altas e antigas dificulta sua reprodução.
BARAÚNA - Está presente em toda a área da caatinga e aparece também em algumas regiões do pantanal. Por oferecer madeira resistente, é considerada por alguns como a “substituta” da aroeira-do-sertão, embora também esteja ameaçada de extinção.
BICHO-PREGUIÇA - É comercializado ilegalmente e corre o risco de desaparecer da fauna local. Por se alimentar de folhas de árvores, também é ameaçado pelo desmatamento.
AROEIRA-DO-SERTÃO - Nativa da caatinga e do cerrado, já figura na lista de espécies ameaçadas. Já foi predominante no bioma nordestino e, por fornecer uma Madeira de boa qualidade para a construção civil, é explorada de maneira irresponsável – e sem fiscalização.
GATO-MARACAJÁ - Caçado por causa da pele, usada parafazer casacos, sumiu da caatinga. O felino se alimenta de espécies que vivem em árvores – cada vez mais raras na caatinga – e é alvo do tráfico de animais silvestres.

COMO SALVAR A CAATINGA?
Além de estabelecer políticas públicas para conservar a caatinga e fiscalizar sua exploração, uma alternativa para salvar o ecossistema seria aproveitar a vegetação como matéria-prima para produtos alimentícios, artesanato e fármacos – o velame e o araticum combatem febre e diarreia, por exemplo.

*CONSULTORIA: Alexandre Marco da Silva, professor de engenharia ambiental da Unesp, em Sorocaba; Marcelo Tabarelli, do departamento de botânica da UFPE

Manual de Etiqueta Sustentável

120 Ideias para Enfrentar o Aquecimento Global e outros Desafios da Atualidade

" Jogo Mudou"

Ecologia deixou de ser um assunto restrito a
entusiastas e cientistas. O tema muitas vezes
visto como árduo, no passado, agora ocupa as
manchetes de jornais e, até, as colunas sociais.
O que era chato ficou chique. Empresas,
mídia, governos, bancos, astros de Hollywood
e do Brasil passaram a discutir – com urgência –
como fazer para salvar o homem do aquecimento
global e melhorar a qualidade de vida na Terra.
A noção de sustentabilidade – desenvolvimento que
não compromete o futuro – começa a ganhar as ruas.
O movimento Planeta Sustentável
faz parte dessa corrente que pretende amenizar
nosso impacto sobre o ambiente e tornar
a convivência social cada vez mais civilizada.
Este manual quer provar como é possível
promover pequenos gestos que conduzirão
a grandes mudanças se forem adotados por
todos nós. Um bom começo é praticar os
“três erres”: reduzir, reutilizar e reciclar.
As dicas e informações que você vai ler aqui
podem ser aplicadas no dia-a-dia agora mesmo,
em sua própria casa, no trabalho, circulando
pelas ruas e em sua vida pessoal.
A luta pela sustentabilidade será vencida em
diversas frentes – que vão da tecnologia à política.
Mas em todas elas será preciso promover a mudança
de hábitos pessoais. Este manual ensina como começar a modificar os seus. É preciso fazer algo. E devemos fazer já.http://planetasustentavel.abril.com.br/manual/index.php

Os 10 animais mais ameaçados de extinção

No Ano Internacional da Biodiversidade, a WWF divulgou a lista “10 to Watch in 2010”, que aponta os animais que, hoje, correm maior risco de desaparecer do planeta e, portanto, merecem maior atenção na COP-10, em Nagoya

O relatório Planeta Vivo 2010, da WWF, alertou: em cerca de 40 anos, o mundo perdeu 30% de toda a sua biodiversidade (para saber mais, leia a reportagem Biodiversidade nas regiões tropicais cai 60% em 4 décadas). As estatísticas, baseadas em profundos estudos científicos, deixam claro que a fauna e flora do planeta estão desaparecendo, pouco a pouco. No entanto, algumas espécies estão muito mais próximas da extinção do que outras e, por isso, merecem ser priorizadas nas discussões a respeito da preservação ambiental.

A WWF compartilha dessa ideia e, no Ano Internacional da Biodiversidade, divulgou a lista “10 to Watch in 2010”, que aponta as 10 espécies de animais que correm maior risco de desaparecer, para sempre, do planeta e, portanto, merecem maior atenção dos representantes de mais de 190 países que participam da COP-10 – 10ª Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU, na cidade de Nagoya, no Japão, até o dia 29 de outubro.

A lista conta com espécies conhecidas – como os tigres e ursos polares – e outras nem tão famosas assim – as morsas, por exemplo –, que segundo os pesquisadores da WWF estão correndo sério risco de extinção por conta de três fatores: caça ilegal, desmatamento e mudanças climáticas. São elas:
1.   Tigre (Panthera tigris);
2.   Urso Polar (Ursus maritimus);
3.   Morsa (Odobenus rosmarus divergens);
4.   Pingüim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus);
5.   Tartaruga-de-couro (Dermochelys coriaceathe);
6.   Atum-azul (Thunnus thynnus);
7.   Gorila-das-montanhas (Gorilla beringei beringei);
8.   Borboleta-monarca (Danaus plexippus);
9.   Rinoceronte de java (Rhinoceros sondaicus) e
10. Panda-gigante (Ailuropoda melanoleuca).

Para conhecer melhor cada uma delas, acesse a nossa galeria de imagenshttp://planetasustentavel.abril.com.br/album/animais-ameacados-extincao-wwf-biodiversidade-10-watch-2010-605428.shtml

quinta-feira, 11 de novembro de 2010


Algumas dicas de como Reduzir - Aproveite as duas faces das folhas de papel, tanto na escrita, quanto para impressão e fotocópias.
- Faça apenas o número necessário de fotocópias.
- Adote coadores, guardanapos e toalhas de pano.
- Revise textos na tela do computador antes de imprimi-los.
- Use envelopes só quando necessário.
- Recuse folhetos de propaganda que não forem de seu interesse.
- Faça assinatura comunitária de jornais e revistas.
- Compre a granel hortifrutigranjeiros, grãos e produtos de limpeza nas feiras e sacolões.
- Substitua descartáveis como copos, talheres, canudos e isqueiros por similares duráveis.
- Aproveite talos e folhas de verduras, cascas de frutas.
- Diminua o desperdício de alimentos e evite embalagens supérfluas, sofisticadas ou de difícil (isopor, caixas tipo longa vida) ou nenhuma (celofane, papel aluminizado) reciclagem no Brasil.

Algumas dicas de como Reutilizar
- Reaproveite envelopes, cartolinas e folhas de papel com verso livre para rascunho ou para imprimir documentos a serem enviados por fax.
- Utilize frascos e potes para outros fins.
- Reaproveite sobras de materiais de construção.
- Antes de descartar tente consertar os utensílios e aparelhos com sapateiros, costureiros, técnicos e restauradores ou transforme-os em outros produtos e doe-os a quem precisa.


Faça sua parte, o Planeta não pode mais esperar!
Preserve a fauna - Evite comprar adereços que utilizem produtos de origem animal como penas, plumas, peles, marfim e ossos.
Denuncie o tráfico de animais - Evite ter animais silvestres como bichos de estimação e denuncie o comércio destes animais.
Preserve a flora - Evite comprar móveis ou outros utensílios feitos com madeiras de árvores ameaçadas de extinção, como mogno, imbuía, araucária, peroba, canela e marfim.
Substitua o palmito - Substitua o consumo de palmito juçara, cuja espécie está ameaçada de extinção, pelos palmitos de pupunha, açaí ou palmeira real.
Economize água - Evite o desperdício durante o banho, escovação dos dentes e lavagem de louça, e evite o uso da “vasoura hidráulica” na lavagem de calçadas e ruas.
Evite a contaminação da natureza - Procure consumir produtos cultivados sem o uso de defensivos agrícolas e prefira sempre os produtos reconhecidamente não-poluidores.
Seja um consumidor consciente - Evite adquirir produtos com excesso de embalagens descartáveis, pois consomem recursos em sua fabricação e aumentam muito a quantidade de lixo.
Não desperdice energia - Utilize a energia elétrica racionalmente, evitando deixar ligados aparelhos ou lâmpadas sem necessidade.
Não jogue lixo nas ruas, parques e praias - Veja quantos anos seu lixo pode manter-se na natureza (veja tabela na página 4) e pense que esse lixo pode não só contaminar o ambiente mas também pode levar vários animais marinhos à morte por ingestão. Tartarugas morrem no mundo inteiro ao confundir saco plástico com água viva. Se onde estiver não tiver lixeiras, coloque na bolsa e descarte-o em casa.
Ajude a diminuir a quantidade de lixo - Prefira sempre produtos feitos com material reciclado.
Recicle - Separe o lixo para reciclagem e agende sua coleta seletiva (veja como, no final da matéria).
Participe de projetos ambientais - Há inúmeros projeto onde você pode participar diretamente, como voluntário, ou indiretamente, como associado, contribuindo assim para a preservação ambiental.
Seja um educador ambiental - Transmita para as pessoas e crianças que você conhece a importância de preservar nosso meio ambiente.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Realização de prática de laboratório do projeto piloto da construção de um filtro com sucessivas camadas de areas a ser implantado no Sítio Linguiça com três família que lá moraram

quarta-feira, 3 de novembro de 2010



Máscaras produzidas a partir da técnica do papel- machê


Artista plástico Hélio Santos ministrando uma oficina sobre papel-machê para os alunos da E.E.F.M. Beni Carvalho no projeto da professora Edvânia sobre reutilização e manuseio do lixo escolar.

MEDICINA ALTERNATIVA: UMA BUSCA PARA A CURA DO VITILIGO

MEDICINA ALTERNATIVA: UMA BUSCA PARA A CURA DO VITILIGO

Lucas Nascimento dos Santos¹
Samila Ferreira dos Santos ²
3. Edvânia Maria Batista de Freitas ³


RESUMO

A utilização das plantas como medicamento é tão antiga quanto o aparecimento do próprio homem, que segundo os estudos biológicos sobre a origem e evolução da espécie, aconteceu há cerca de 50 mil anos. Na história da evolução do homem há registros antigos, como desenhos em cavernas, escritos e símbolos, que revelam uma ligação muito íntima do homem com a natureza, principalmente com as plantas. Deve-se lembrar que a medicina esteve por muito tempo associada às práticas mágicas, místicas e ritualísticas. Em estudo escolar sobre o poder das ervas medicinais e experiências empíricas de pessoas que usam e dão credibilidade ao poder das plantas, descobriu-se um vegetal com o nome popular, malvão roxo capaz de fazer a reconstituição da pele afetada por mancha oriunda da doença vitiligo. O objetivo desse trabalho é encontrar o princípio ativo do vegetal que tem a capacidade de reter as manchas acrômicas na pele podendo desfigurar o tecido , conforme a localização e a extensão da superfície corporal que atingem, o que causa dificuldades de socialização dos portadores do vitiligo. A metodologia utilizada foi o acompanhamento de duas pessoas portadoras de vitiligo com o uso da infusão das folhas do malvão roxo. Resultando após dois meses de tratamento a recomposição parcial de manchas provocadas pela doença, mostrando-se mais eficaz que os medicamentos receitados pelo dermatologista. Contudo, há muito ainda para ser pesquisado e analisado sobre o vegetal em estudo, o primeiro obstáculo está em descobrir o nome científico do dele e o princípio ativo para produção de um medicamento, creme, óleo para combater o vitiligo.

Palavras-Chave - ervas medicinais, o poder das ervas, vitiligo.

1. Cursando o 2° ano E.E.F.M Beni Carvalho
2. Cursando o 2° ano E.E.F.M Beni Carvalho
3. Graduada em Licenciatura em Biologia – Universidade Estadual do Vale do Acaraú- UVA. Ciências Sociais Universidade do Estado do Rio Grande do Norte-UERN Especialista em Educação Ambiental – UERN. edvaniamajorlandia12@hotmail.com



MEDICINA ALTERNATIVA: UMA BUSCA PARA A CURA DO VITILIGO

1.Lucas Nascimento dos Santos
2.Samila Ferreira dos Santos
3. Edvânia Maria Batista de Freitas

1. INTRODUÇÃO:

A biodiversidade vegetal do Brasil é uma das riquezas mais cobiçadas pelos cientistas e estudiosos ligados às ciências biológicas, médicos, botânicos, bioquímicos, farmacêuticos, bem como por laboratórios fotoquímicos e farmacológicos e centros de pesquisa. No Brasil a manipulação de plantas para a cura de doenças é uma prática corriqueira descendente dos índios da era paleozóica que se instalaram na região amazônica (Norte do Brasil) há 12 mil anos, onde ainda hoje se encontram as principais tribos indígenas do país, mas os primeiros conhecimentos sobre os costumes e hábitos indígenas de usarem as plantas para a cura de doenças só vieram à tona com o processo de colonização portuguesa.

Assim, a utilização de plantas com fins medicinais para tratamento, cura e prevenção de doenças vem do conhecimento popular ligado à crendice e, sobretudo, à carência da população de consumir medicamento receitado por médicos e por acreditar no dizer popular "se bem não fizer, mal também não fará". Muitas vezes as propriedades farmacológicas quando analisadas são comparadas a medicamentos usados em tratamentos convencionais; outras vezes vêm contribuir para o entendimento de realidade e situações ainda não estudadas e analisadas pelos pesquisadores da área em questão.

O presente trabalho traz uma abordagem sobre o vitiligo, uma doença não-contagiosa em que ocorre a perda da pigmentação natural da pele e o seu tratamento com uma planta conhecida popularmente como malvão roxo que apresenta propriedade desconhecida e tem a capacidade de reconstituir a despigmentação da pele. O estudo está sendo realizado com duas pessoas portadoras do vitiligo, nas quais se monitoram as ações e efeitos da solução preparada de forma caseira e que está sendo dada a cada agente participante da experiência do tratamento através do malvão roxo.

2.JUSTIFICATIVA

A busca de encontrar a cura para as doenças através do uso de ervas é uma prática tão antiga quanto o processo de civilização do homem. Segundo registros históricos, no século V a.C. os alquimistas na tentativa de descobrirem a receita para a produção do elixir da vida eterna (imortalidade) contribuíram de forma significativa para o entendimento do poder das ervas na cura de doenças.

Ao longo do tempo, o estudo direcionado à botânica foi aprimorando. É sabido, que o homem sempre teve a curiosidade de tentar entender os fenômenos que o cercam, com o senso apurado este passou a identificar, classificar, catalogar e dar nomes as espécies por eles encontradas em função do seu próprio uso ou para melhor sobreviver no espaço em que estava inserido.

A partir de estudos e pesquisas sobre as ervas medicinais utilizadas pelas classes populares da região do baixo Jaguaribe especificamento no Município de Aracati e áreas adjacentes, foi apresentado em pesquisas sobre o poder das ervas medicinais e em depoimentos, um vegetal de nome popular malvão roxo que tem a capacidade de reconstruir o tecido.Tendo conhecimento de tal informação pensou-se que este poderia ser experimentado em pessoas portadoras de vitiligo.




3. PROBLEMATICA

O vitiligo caracteriza-se por ser uma leucodermia adquirida (SAMPAIO e RIVITTI, 1998) de origem desconhecida, que afeta cerca de 1% da população mundial. Causa destruição de grânulos de melanina e de melanócitos na pele, mucosa, bulbo capilar e olhos. A diminuição dos melanócitos altera tanto a estrutura como a função desses órgãos, e resulta em ausência de pigmentação. Pode ocorrer indiferente ao sexo, à raça, em 50% dos casos iniciando-se em faixa etária de 10 anos. Contudo, pode ter início em qualquer época desde a infância até a velhice (BACCI e ROJAS, 2000). É uma doença crônica, idiopática, acromiante, caracterizada por máculas brancas, marfínicas, de diferentes formas e tamanhos, que se estendem gradualmente (FERNANDES et al, 2001).


Embora o vitiligo possa aparecer em qualquer parte do corpo, as primeiras manifestações são geralmente lesões hipo e acrômicas em mãos, pés, face e lábios. Em torno de 50% dos pacientes há anormalidades na pigmentação ocular e 5% desenvolvem diminuição da acuidade visual, visão noturna diminuída e fotofobia.

A doença é comumente progressiva. Repigmentação espontânea pode ocorrer, contudo não usualmente. O envolvimento de áreas expostas, como face e mãos, bem como o aparecimento de lesões em genitália externa, causam estresse emocional, acarretando dificuldades psicossociais.

4. HIPÓTESE

I. A que espécie pertence o vegetal conhecido popularmente como malvão roxo;
II. Se é uma espécie nativa, selvagem, invasora?
III. Quais os princípios ativos que podem ser encontrados no malvão roxo?
IV. Tem ou não o poder de reconstruir o tecido das pessoas portadoras de vitiligo?


5. OBJETIVO GERAL

Encontrar o princípio ativo do vegetal que tem a capacidade de reter as manchas acrômicas na pele podendo desfigurar o tecido , conforme a localização e a extensão da superfície corporal que atingem, as quais causam dificuldades de socialização dos portadores do vitiligo.

6. OBJETIVOS ESPECIFÍCOS

I.Identificar o nome científico do vegetal;
II.Submeter o vegetal a análises laboratoriais;
III.Tirar o princípio ativo do vegetal com o intuito de produzir uma loção ou creme, óleo e até mesmo um medicamento para os pacientes portadores de vitiligo;
IV.Verificar as propriedades terapêuticas do malvão roxo;

7. METODOLOGIA

Com o intuito de descobrir o princípio ativo que viabilize a fórmula isoladora da doença bem como a produção de medicamento, loções ou creme que venham ser desenvolvidos, empregaram-se as seguintes metodologias de estudo: trabalho de pesquisas sobre o vitiligo, estudo de ervas medicinais, levantamento de portadores do vitiligo na região do município de Aracati, preparação da infusão com o malvão roxo.
Acompanhamento de pessoas portadoras de vitiligo que se disponibilizaram a usar a infusão das folhas do malvão roxo, e serem monitoradas para a verificação da eficácia da solução da planta em estudo.





8. ANÁLISE DE DADOS
Na linha de pesquisa empírica foram incluídas no programa de estudo com a infusão das folha do malvão roxo duas pessoas: uma da comunidade de Majorlândia e outra da comunidade de Barreira. Que numeramos de 01 (primeiro caso) e 02 (segundo caso) respectivamente.
De acordo com o acompanhamento da pessoa do caso 01, verificou-se que antes de começar o tratamento com a planta malvão roxo, o vitiligo já estava generalizado em praticamente todo o seu corpo. Ao ser convidado a participar do experimento controlado com a infusão do vegetal, o mesmo começou a observar o efeito da solução, a partir da terceira semana consecutiva de uso. Com dois meses, as manchas foram mudando de cor, de brancas ficou rosa e na última visita ao tratamento elas vinham desaparecendo gradativamente.

A infusão no caso 02 demorou um pouco a fazer efeito, por duas vezes o agente do caso 02 procurou a idealizadora do projeto (Edvânia) para informar que o tratamento com o malvão roxo não estava surtindo efeitos, ou seja, era insatisfatório em suas expectativas. Percebeu-se dessa forma, a ansiedade e um pouco de desilusão da pessoa desse caso quanto ao fato de ficar curada do vitiligo. Já havia passado 10 dias do uso da infusão consecutivamente, mas por insistência da Edvânia solicitou-se ficar por mais uma semana, caso não revertesse os resultados, ela estaria livre para sair do programa. Foi a partir da quarta semana que as suas manchas foram ficando rosa. Com isto, ela afirma uma melhora em sua auto-estima e a esperança de ficar realmente curada do vitiligo.

9. CONCLUSÃO

Sabe-se que, para se chegar uma confirmação de um fato, fazem-se necessárias muitas pesquisas de cunho científico cujos leques de possibilidades serão bem mais amplos, o tempo e quantidade de experiências é que darão condições de fazer análises mais precisas, isto leva em torno de 10 a 15 anos no mínimo.

O que este trabalho vem mostrar é que, das duas pessoas que tomaram a infusão do malvão roxo todas obtiveram êxito. Essa realidade não se pode mudar, não se está aqui confirmando que essa planta é a solução para o vitiligo. Mas até que se prove o contrário, é preciso antes que haja estudo científico que obedeça a métodos e metodologias adequadas para provar se o malvão roxo cura ou não cura o vitiligo. Com isso, outros pesquisadores, universitários, faculdades, especialistas, botânicos, farmacêuticos e dermatologias despertarão o interesse em estudar essa planta, para se ter uma análise mais contundente, pois até então o que se pode afirmar até que se prove o contrario é: duas pessoas com o vitiligo usaram a infusão do malvão roxo e a pigmentação de sua pele está se reconstituíndo.

10. BIBLIOGRAFIA

Amabis, Jose Mariano,Biologia dos Organismos / Jose Mariano Amabis, Gilberto Rodrigues – 2ª Edição- São Paulo: Moderna,2004.
www.vitiligo.com.br data de pesquisa 05/ 05/2010

www.geocities.com/coquitelvitiligo data de pesquisa 05/05/2010

www.anaisdedermatologia.org.br data de pesquisa 09/06/2010

www.scielo.br data de pesquisa 09/06/2010

www.homeopatia.com data de pesquisa 30/ 08/ 2010

www.drauziovarell.com.br data de pesquisa 10/08/2010

http://www.segs.com.br/index.phpoption=com_content&task=view&id=35296&Itemd=177 data de pesquisa 10/09/2010

FILTRO DE CAMADAS DE AREIA: SOLUÇÃO SIMPLES PARA PROBLEMAS IMEDIATOS

O presente trabalho é um projeto piloto idealizado pelos alunos do colégio Beni Carvalho a ser implantado no sítio Lingüiça localizado a 22Km do Município de Aracati. O projeto foi elaborado a partir de uma realidade crítica que atinge muitas famílias que residem nas proximidades do Canal do trabalhador. Por não terem acesso ao sistema de tratamento de água adequado estas vêm sofrendo com problemas urinários devido à concentração de minerais na água que consumem além de apresentarem problemas de diarréia frequente provocada provavelmente por bactérias e protozoários. O trabalho tem como objetivo principal a construção de filtros com sucessivas camadas de areia capaz de reter a alta concentração de cloreto de ferro e outros minerais pesados ,bem como de alguns microrganismos contidos na água. A ação visa priorizar assim uma melhor qualidade da água do Canal do Trabalhador e conseqüentemente uma melhora na qualidade de vida para as famílias que dela necessitam para as suas necessidades biológicas e de consumo em geral. A metodologia empregada constrói-se de pesquisa sobre a importância da água para os organismos vivos e a produção de filtros para fazer o processo de purificação da água , que resulta na retenção do mineral cloreto de ferro e microrganismos como algumas bactérias e protozoários. Sabe-se que o filtro com camadas de areia tem a capacidade de reter em cada camada poluentes que se encontram na água tornando assim propícia ao consumo humano.
Palavras- Chaves: Filtração, filtro com camada de areia, poluentes.
1. Cursando o 2º Ano do Ensino Médio na E.E.F.M. Beni Carvalho
2. Cursando o 2° Ano do Ensino Médio na E.E.F.M. Beni Carvalho
3. Graduada em Licenciatura em Biologia – Universidade Estadual do Vale do Acaraú- UVA. Ciências Sociais Universidade do Estado do Rio Grande do Norte-UERN Especialista em Educação Ambiental – UERN. edvaniamajorlandia12@hotmail.com



FILTRO DE CAMADAS DE AREIA: SOLUÇÃO SIMPLES PARA PROBLEMAS IMEDIATOS
Haenderson Lucas da Silva Cardoso
    Janaína Maia de Souza
    Edvânia Maria Batista de Freitas
(orientadora)
  1. INTRODUÇÃO:

A transposição de água feitas pelo Canal do Trabalhador tem beneficiado muitas localidades por onde passa com irrigação e distribuição para comunidades carentes de água por meio de adutoras, contudo, as pessoas que moram próximo as margens do Canal por não terem acesso ao sistema de água tratada e não terem outra fonte de água limpa se submetem a consumir a água do canal sem o tratamento necessário para o consumo.
A partir da constatação dessa realidade surgiu a idéia de elaborar um projeto piloto para ser implantado nas casas das pessoas que sofrem com o problema de purificação e tratamento da água com a construção de filtros construídos por sucessivas camadas areia que tem a finalidade de reter partículas que se encontram suspensas na água bem como microrganismos dos tipos: bactérias e protozoários, minerais pesados e outros poluentes.

II - JUSTIFICATIVA:
O presente trabalho de construção de um filtro com sucessivas camadas de areia foi idealizado a partir de discussões feitas em sala de aula sobre a importância da água para o bom funcionamento metabólico dos organismos vivos. Nesta abordagem foi relatado por parte de um educando que em uma comunidade do Município de Aracati de nome Lagoa do Girau, várias pessoas estavam com sérios problemas de cálculo renal. Tendo conhecimento dessa realidade a hipótese levantada que mais se aproxima para um possível diagnóstico seria o alto índice de minerais concentrados na água. Dada a grande concentração de partículas para fazer o processo de filtração, parte estavam se acumulando formando assim os cálculos renais.
A partir dessa hipótese muitas propostas foram solicitadas para se tentar solucionar o problema das pessoas que são consumidoras dessa água com alto teor de minerais. Sabe-se que a água consumida é coletada pelo sistema de distribuição que abastece a metrópole Fortaleza, o Canal do Trabalhador.

III- PROBLEMÁTICA
As comunidades que se localizam próximo ao Canal do Trabalhador vêm sofrendo com a falta de tratamento adequado da água que consumem como problemas urinários e diarréias. Por não terem outra fonte de água para seu consumo utilizam esta sem o tratamento adequado para o bom funcionamento biológico do corpo humano.

IV- HIPÓTESES
  1. O que leva grande parte da população de uma comunidade terem problemas urinários?
  2. Quais são os principais sintomas da concentração de minerais no organismo?
  3. Quais são as principais medidas de tratamento de água para o consumo humano?
  4. Qual a eficiência do filtro caseiro ?

V- OBJETIVO GERAL
Sensibilizar as comunidades que residem próximo ao canal do trabalhador, dos problemas de saúde causados pelo mau tratamento de água, a fim de estimulá-las a construir um filtro com camadas de areia de modo a contribuir para uma melhor qualidade de vida dessas comunidades.
VI- OBJETIVO ESPECIFICOS
  • Promover a saúde integral dos moradores das comunidades próximas ao Canal do trabalhador.
  • Identificar os problemas que afetam a qualidade de vida da comunidade.
  • Orientar a comunidade sobre os problemas de saúde causados pela má qualidade da água.
  • Compreender que a água é um bem vital e direito de todo cidadão.
  • Intermediar medidas simples e resultados rápidos como a construção de filtro com camadas de areias.

VII- METODOLOGIA
Com o intuito de promover uma melhor qualidade de vida para as famílias que moram próximas ao Canal do Trabalhador, os alunos do colégio Beni Carvalho desenvolveram um projeto piloto de construção de um filtro com camadas de areia que pretendem implantar no sítio Lingüiça, a 22Km da cidade de Aracati, o que beneficiará o abastecimento de água potável para três famílias que lá residem . A proposta é que essa idéia se estenda a outras famílias.

VIII - ANÁLIESE DE DADOS
O filtro de confecção caseira foi montado em um recipiente com capacidade de 200L de água tendo uma vazão de 300 litros / horas. Colocou-se neste recipiente uma camada de lajedo uma camada de areia grossa, uma de areia fina ,uma de cascalho (brita) e outra de carvão vegetal . No processo de construção houve a preocupação de fazer a higienização do material que estava sendo usado com a introdução do agente hipoclorito de potássio.
Segundo o depoimento de um residente beneficiado pelo filtro de confecção caseira “O filtro que tem a capacidade de fazer a purificação da água para o consumo mudou totalmente a nossa vida, verificou-se uma mudança na cor da água e principalmente esta ficou mais leve ,pois anteriormente era muito pesada. No final da tarde, após o dia todo de labuta, quando se consumia muita água devido o calor intenso, a má qualidade da mesma se tinha grande dificuldade em urinar chegando a ter ardências nas vias ou mesmos dores.” (citação de R.N.B.F).
Observou-se assim que a cada camada do filtro era responsável pela retenção de um dos elementos que estão poluindo a água. Nos lajedos ficam presos os microrganismos, na primeira camada de areia grossa ficam outros poluentes entre eles o cloreto de ferro conhecido popularmente “capa rosa” na camada de areia fina o que passou pela a areia grossa fica como retido e ao chegar na camada de carvão vegetal esta que tem a prioridade de matar o cheiro ou odores filtra os poluentes químicos – invisíveis a olho nu –, como metais dissolvidos na água, nutrientes e outros.
Verificou-se ainda que, quanto maior forem as camadas de areia no filtro mais transparente as águas ficará. Outro fato observado foi a salinidade da água. Embora o NaCl exista em pequenas concentrações não se analisou esse elemento. O objetivo principal do filtro de areia é filtrar os minerais contidos na água e não tirar a salinidade da mesma.
IX – CONCLUSÃO
O desenvolvimento do projeto filtro de camada de areia, fez-nos perceber que muitos problemas do nosso dia-dia podem ser solucionados com medidas simples e com recursos naturais que estão a nossa disposição, bastando apenas sermos criativo ao ponto de criar alternativas para Intermediar ou mesmo solucionar problemas urgentes que afligem e desnorteiam realidades bem próximas a nossa sem que fiquemos à mercê ou à espera de intervenções de alta tecnologia e ou de órgãos públicos.
Sabemos que os recursos hídricos na nossa região semi-árida são afetados por ordem de fatores climáticos, forma de armazenamento e uso da água. Somam-se ainda problemas com vazões, poluentes provenientes de escoamento superficiais e carência ou mesmo ausência de tratamento de água para o consumo humano. Mas, apesar de todas essas realidades, medidas e técnicas de conhecimento milenar podem ser soluções viáveis para pessoas que estão fora do atendimento e assistência de sistemas de escoamento como saneamento básico e distribuição de água com tratamento adequado ao consumo.
O projeto piloto do filtro com camadas de areia, hoje beneficia apenas três famílias que residem no Sítio Lingüiça, o nosso intuito é estender essa idéia a outras localidades que vivência as mesma dificuldades de água potável . Nós, alunos do Beni Carvalho agradecemos pela confiança e apoio que nos foi depositados para o desenvolvimento de uma ação que pode significar mudança na qualidade de vidas daquelas famílias.


FONTES DE PESQUISAS
www .usp.br/.../tratamentoAguaExperimentodata de pesquisa 20/08/2009
WWW://cienciahoje.uol.com.br data de pesquisa 20/08/2009